Durante toda a minha infância ouvi coisas do tipo “D-us quis assim…” e “Jesus é o senhor”, “Jesus é o cara”, “Não bata palmas na igreja”, “Igreja é a casa de D-us”.
Eu estudei numa escola evangélica, não por religião, mas sim por falta de opção. Lá na minha cidade natal (Santa Rosa) só existiam escolas de freiras/padres e eu era obrigado a pelo menos assistir aulas de ensino religioso.
Essas aulas eram extremamente tendenciosas e eu vivia discutindo com a professora (eu sou chato desde a infância, sim). Todos os que não eram católicos, lá, eram ditos “crentes” ou “turcos”. Muçulmanos, judeus, protestantes, metodistas, eram todos vistos de um jeito “-Aquele ali ó, é “turco/crente”…”
E como tudo aquilo que é imposto, passei a não mais simpatizar com religiões cristãs. Me obrigaram a fazer catequese (meus avós, já que meus pais não tinham o fervor religioso de seus pais) e eu sempre faltava às missas, acabei reprovando por faltas. As freiras eram chatas, falavam mal e nos obrigavam a decorar as orações.
Assim que fiz minha primeira comunhão ou como quiserem chamar, tratei de nunca mais por os pés numa igreja (claro, fui algumas vezes, não por vontade, mais por compaixão a quem me convidou).
Passei a ver o cristianismo como uma imposição, uma idolatria exacerbada em um homem que ninguém aqui entre nós viu, mas que muitos acreditam existir (ou aceitam acreditar que existe) e ser aquele branco de olhos claros. Sou um crítico ferrenho das igrejas messiânicas, já que considero a crença em jesus algo imposto e vejo o imposto como algo que não nos dá margem para exercer o livre arbítrio.
Se eu fizer isso, jesus castiga. Se eu fizer aquilo, jesus castiga. TE MATA ENTÃO, PORRA.
-Ah, esqueci. Matar a si mesmo é errado, castiga-se também.
Então é mais fácil dizer o que nós podemos fazer:
1-Comer e beber, mas só aquilo que a gente planta e colhe na própria casa - grama, frutinhas, água. E sem excessos, pois é pecado.
2-Dormir, mas não em excesso. Só o necessário pra podermos acordar prontos pra mais um dia de comeCagaDorme. E sem cama muito fofa e vários travesseiros, pois é pecado.
3-Reproduzir, mas única e exclusivamente para o fim específico. Nada de enganar as células com barreiras de látex ou hormônios. Obviamente, se é bom, é pecado.
Tudo é pecado…
É por isso que eu me reservo no direito de fazer o que eu bem entender, desde que, obviamente, não atinja os direitos de outra pessoa. Acredito na lei, no direito.
Não sou ateu, sou “amessiânico”. Não acredito no jesus que nos apresentam. Vivo no ano de 5768 e em um pseudo(ou não)2007 e sou feliz assim.
Acredito em D-eus como sendo nosso mundo, a nossa ciência. Acredito que o mundo é resultado da ciência, e não o contrário, embora tudo indica que nós inventamos a ciência. Não acredito que viemos ‘do nada’ e que somos um mero acaso. Não acredito na teoria evolutiva de Darwin.
SE ALGUÉM COMPARTILHA DA MESMA OPINIÃO, POR FAVOR, QUE DÊ AS CARAS!